segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

PONTO ZERO - #22 - 2017

E começa 2017 com vento e ameaça de chuva. O inverno está para vir. A chuva costuma demorar entre 48 e 72 horas após se instalar a dor no meu joelho direito. O meu joelho tem uma artrose meteorológica. Não sei como funciona, mas sei que não falha. 2016 já foi e até costumo fazer um juízo do ano imitando o mítico Borda D’água. Não estou com grande pachorra para isso, mas ainda posso dizer que a geringonça vai funcionando, para desespero de muita gente e o Benfica vai à frente, para desespero de outros tantos. A mim, nada me desespera. Politicamente, sou neutro, não porque não tenha ideais, mas porque já vejo há muito tempo os nossos políticos a abalroar ideais como quem anda em carrinhos de choque. O futebol é para mim aquilo que o futebol deve ser: mero entretinimento. Já alguém disse que temos futebol a mais e escola a menos. Palavras certeiras para um povo que vê uma catástrofe na derrota do seu clube ou a salvação do mundo numa vitória. Já nem falo na Casa do Segredos e outros atentados televisivos que enfileiram o povo em rebanhos de palermas. Que se pode esperar de 2017? Mais do mesmo. Haverá guerras, haverá actos terroristas, haverá fome ao lado da obesidade infantil, haverá humanidade como sempre houve, cruel e tacanha. Até à extinção nada mudará. Quem me chama pessimista, que me dê um sinal de optimismo e talvez eu mude de discurso. Por agora vou comer uma magnífica fatia de tarte de requeijão com que a minha prima Catarina me presenteou na hora do lanche. Quem tem uma prima amiga tem tudo, quem não tem, que arranje. Eu tenho várias primas amigas e amigas sem serem primas. A amizade vale muito mais que a geringonça e o Benfica. Se 2017 trouxer muitos problemas, animem-se. O que está em Portugal é dos portugueses e dos outros todos, mas em 2018 há campeonato do mundo e se ganharmos a taça, ficamos com tudo





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